Alzheimer: você sabe o que é e como ele afeta a vida do paciente?

Como conviver com alguém que não tem a menor ideia do que está passando? Como cuidar, ajudar, e o que fazer quando se vive com uma pessoa com Alzheimer?

Neste blog você terá algumas respostas, informações e questões que ajudarão você a compreender o que significa esse mal e a refletir diante dessa situação.

Você conhecerá as causas, os fatores de risco, quais são os primeiros sinais, a progressão da doença e como diagnosticar.

Afinal, o que é Alzheimer?

A doença de Alzheimer é progressiva e ainda não possui cura, somente tratamento que ameniza e retarda os sintomas. Ela afeta as células cerebrais, destruindo a memória e outras funções mentais.

No início, existe somente uma certa dificuldade em lembrar de algo ou alguém e um pouco de desorientação. Mas com o tempo, a pessoa com Alzheimer avança até o ponto de não lembrar mais de pessoas importantes na vida, alteram o comportamento e a personalidade, bem como a perda de funções (banhar-se, alimentar-se, andar, falar, etc.).

Além da memória, a doença de Alzheimer causa perda de outras funções cerebrais como, atenção, orientação e linguagem. Alzheimer é a causa mais comum da demência, um grupo de distúrbios caracterizados pela diminuição da capacidade intelectual, funcional e de sociabilidade.

Por tratar-se de uma doença ainda sem cura, recomenda-se que o diagnóstico seja feito o quanto antes. Isso porque existem medicamentos e estratégias que, se não têm o poder de impedir a evolução da doença, podem amenizar os sintomas e maximizar algumas das funções afetadas, prolongando um pouco mais a independência, a autonomia e a qualidade de vida do paciente.

O diagnóstico precoce é primordial também para que a família e cuidadores se conectem a redes de apoio e assim possam se preparar melhor a conviver com a doença do paciente, aprendendo mais sobre a patologia, evitando informações distorcidas e recebendo todo o suporte emocional necessário.

Como a doença de Alzheimer age?

As causas da doença de Alzheimer ainda não são totalmente entendidas. Acredita-se, que seja uma combinação de genética, estilo de vida e fatores ambientais que afetam o cérebro depois de um certo tempo.

A doença danifica e degenera células cerebrais. Sendo assim, um cérebro afetado por Alzheimer tem menos células que um cérebro saudável. À medida que as células são destruídas, há consequente diminuição cerebral, como se fosse gradualmente encolhendo.

Imagine que nosso cérebro tem varias conexões, como se fossem “fios”. Nos pacientes de Alzheimer, os “fios” se entrelaçam e se emaranham de tal forma dentro das células cerebrais que comprometem o sistema de transporte entre as conexões cerebrais, levando no declínio e morte das células cerebrais.

Por que uma pessoa tem Alzheimer?

O envelhecimento é conhecido como o fator de risco mais comum da doença de Alzheimer. Porém, vale lembrar, que envelhecer não é adoecer. É preciso saber distinguir o processo fisiológico que envolve o envelhecimento normal, daquele caracterizado pela doença.

Com o passar dos anos, é natural que o cérebro passe por alterações em seus neurônios e neurotransmissores e que isso implique em menor capacidade cognitiva, mas isso não impede, necessariamente, que se leve uma vida normal.

Embora a idade seja o maior fator de risco da doença de Alzheimer, isso não significa que seja normal desenvolver os sintomas na nova idade, mas sim que as chances são maiores em indivíduos maiores de 65 anos.

Alguns fatores de risco são:

  • Idade avançada
  • Hereditariedade
  • Sedentarismo
  • Hipertensão
  • Obesidade
  • Tabagismo e Alcoolismo
  • Alto nível de colesterol
  • Diabetes do tipo 2 não monitorada
  • Baixa atividade mental
  • Traumatismo craniano grave

Vários estudos indicam que quanto mais intensa for suas atividades intelectuais, menores as chances de desenvolver Alzheimer.

Como saber se tenho Alzheimer?

Os esquecimentos comuns do dia a dia costumam preocupar quando são frequentes, mas isso não significa ter a doença de Alzheimer. Como saber se os lapsos de memória são apenas decorrência natural da idade ou um alerta para uma possível demência?

A perda de memória é um dos primeiros sinais do Alzheimer e, portanto, deve ser considerado com cuidado. O mais comum é esquecer nome de pessoas conhecidas, de fatos e informações recentes e de onde deixou certos objetos. É importante detectar esses sinais o mais cedo possível, antes que as funções cerebrais estejam comprometidas.

Além de esquecimentos contínuos, um importante alerta é o nível dessa interferência, que pode ser: dificuldade de realizar tarefas que antes eram corriqueiras, tais como pagar contas, preencher cheques, preparar uma refeição ou fazer compras no supermercado.

É sempre bom que um familiar o acompanhe na consulta médica, pois muitas vezes o paciente não consegue identificar que esteja ficando “esquecido”.

Principais sinais da doença de Alzheimer:

  • Perda de memória consistente e crescente;
  • Esquecer como descrever as coisas;
  • Distúrbios de linguagem;
  • Perder-se em lugares conhecidos;
  • Sentimento de confusão ligado a lugar e tempo;
  • Dificuldade de executar tarefas antes rotineiras, como preparar uma refeição;
  • Desinteresse por antigos hobbies;
  • Baixa sociabilidade;
  • Mudanças bruscas de humor como irritabilidade ou choro fácil;
  • Perda de juízo crítico, falando palavras que nunca falou ou chegando a ofender as outras pessoas.

Como diagnosticar a doença de Alzheimer

Ao identificar algum dos sinais apontados anteriormente, o primeiro passo é procurar um médico para afastar a hipótese da doença ou para se confirmado o diagnóstico, saber como agir.

O primeiro passo no médico é o que chamamos de anamnese, que nada mais é do que uma entrevista completa, análise de histórico médico, acidentes, internações, doenças preexistentes e histórico de saúde de parentes próximos.

É também comum solicitar exames ambulatoriais, exame de reflexos, de força e tônus musculares, habilidade de se levantar de uma cadeira e andar em linha reta, coordenação motora e equilíbrio, tomografias e ressonância magnética do crânio.

A ordem dos procedimentos aqui apresentados serve apenas como referência, podendo variar de profissional para profissional.

Tratamento da doença

O Alzheimer ainda não tem cura, porém encontrar a melhor forma de tratar seus sintomas é o grande objetivo.

Tratamentos não farmacológicos como terapia ocupacional e musicoterapia, também ajudam na manutenção da qualidade de vida do paciente.

Quanto mais precocemente for diagnosticada e quanto mais cedo iniciar o tratamento, tanto melhor para a qualidade de vida do paciente.

O objetivo do diagnóstico precoce é aliviar sintomas existentes, retardar o aparecimento de novos sintomas, prolongar a autonomia do paciente e manter por mais tempo a qualidade de vida, e de seus cuidadores.

Como se prevenir e proteger

Falar sobre a prevenção do Alzheimer não é tão simples quanto indicar, isso porque é uma doença com muitas causas e o fato de uma pessoa apresentar um, ou mais sintomas, não significa que vai desenvolver Alzheimer.

Nesse caso, entenda-se por prevenção: controlar a pressão arterial e o colesterol, visitar periodicamente o médico, seguir uma dieta saudável e balanceada, não fumar, praticar atividade física, respeitar as horas de sono e manter o cérebro ativo, atividade social, manter-se ativo e emocionalmente estável.


Colaboraram neste conteúdo:
Dra. Daniela Maria Cardozo – CRM 119421 – Geriatra


Referências Bibliográficas e datas de acesso:

Associação Brasileira de Alzheimer  28/10/2019

Alzheimer Med 28/10/2019

Acadeia Brasileira de Neurologia 28/10/2019

Instituto Alzheimer Brasil 28/10/2019