Saiba o que causa gordura no fígado e como é o tratamento

o que causa gordura no fígado

O termo “gordura no fígado” tem se popularizado cada vez mais, e não é atoa: de fato, os casos aumentaram e muito nos últimos anos. Se você deseja saber o que é a esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, o que causa a doença, além de descobrir os graus da doença, fatores de risco e tratamentos disponíveis, então está no lugar certo.

Continue a leitura e confira o que há de mais importante sobre o tema!

O que é a gordura no fígado

A condição acontece quando há acúmulo excessivo de gordura no fígado. Daí o nome da doença. De fato, ter um pouco de gordura no fígado é normal. No entanto, o excesso pode se tornar um problema de saúde preocupante.

O acúmulo de gordura no fígado pode levar à inflamações que danificam o órgão e deixam cicatrizes. Em casos graves, essas cicatrizes podem levar à insuficiência hepática, que é uma condição séria.

O fígado é o segundo maior órgão do corpo humano e é responsável por mais de 500 funções essenciais ao organismo. Ele ajuda a processar os nutrientes dos alimentos e bebidas e filtra substâncias nocivas do sangue, entre as diversas outras funções importantes. 1

Estima-se que pelo menos 30% da população apresente o problema, sendo que a maioria das pessoas são do sexo feminino.

O que causa gordura no fígado

A gordura no fígado se manifesta quando o organismo a produz em excesso ou quando ela não é metabolizada com eficácia.

São dois os principais tipos da doença. A primeira é a alcoólica, provocada pelo consumo excessivo de álcool. A segunda, é a não alcoólica. No caso da esteatose hepática não alcoólica, as causas mais comuns são:

  • Obesidade.
  • Níveis altos de açúcar no sangue.
  • Diabetes, principalmente tipo 2.
  • Altos níveis de gordura no sangue.

Mas esses não são os únicos fatores de risco da doença. Confira quais são as causas menos comuns:

  • Gravidez.
  • Perda rápida de peso.
  • Alguns tipos de infecções, como a hepatite C, por exemplo.
  • Efeitos colaterais de alguns tipos de medicamentos.
  • Exposição a certas toxinas.
  • Fatores genéticos.

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Sintomas da doença

Antes de mais nada, é importante saber que na maioria dos casos a doença não causa sintomas, até que evolua para estágios ou doenças mais graves. Tendo isso em mente, fique atento e faça exames regularmente, principalmente se você se enquadra em algum dos fatores de risco citados acima.

Quando há sintomas, em geral, a pessoa se sente mais cansada e com dor ou desconforto no lado superior direito do abdome.

Esteatose hepática pode levar à cirrose?

De fato, esse tipo de condição pode levar à cirrose. Como dissemos anteriormente, algumas pessoas desenvolvem cicatrizes no órgão, condição que também é conhecida como fibrose hepática. Isso pode evoluir para a fibrose hepática grave, que por sua vez, é conhecida como cirrose.

Infelizmente, a cirrose é de fato uma condição potencialmente fatal. Os sintomas causados pela cirrose podem incluir, por exemplo:

  • Perda de apetite.
  • Perda de peso.
  • Fraqueza.
  • Fadiga.
  • Hemorragias nasais.
  • Comichão na pele.
  • Pele e olhos amarelados.
  • Aglomerados de vasos sanguíneos em forma de teia sob a pele.
  • Dor e inchaço na barriga.
  • Inchaço das pernas.
  • Aumento de mama em homens.
  • Confusão mental.

A notícia pode não ser a mais animadora, mas muita calma nessa hora! Ter a doença, ainda que em um nível mais avançado, não significa que a pessoa terá, necessariamente, cirrose. Desde que a gordura no fígado seja diagnosticada a tempo, é possível reverter a situação através dos tratamentos.

Quais são os médicos que podem diagnosticar gordura no fígado

Procurar um profissional capacitado é, certamente, um passo importante para receber um tratamento eficaz. Os especialistas capacitados para o diagnóstico são: clínicos gerais, gastroenterologistas e os hepatologistas 3.

Como funciona o diagnóstico

Para diagnosticar a condição, o médico especialista irá coletar informações sobre o histórico médico do paciente, além de solicitar alguns exames. Vamos conferir com mais detalhes cada passo a seguir.

Histórico médico

Nessa fase, o médico coleta informações sobre o histórico médico familiar do paciente, principalmente relacionado a doenças hepáticas. Também são coletadas informações sobre o consumo de álcool e hábitos de vida em geral.

Além disso, são levadas em consideração todas as condições médicas que o paciente possa ter, os medicamentos que são utilizados e mudanças recentes na saúde.

Sempre informe o médico em casos de perda de apetite, fadiga ou demais sintomas sem causa conhecida.

Exame em consultório

Se o médico suspeita que o fígado pode estar inflamado é provável que, antes de mais nada, seja realizado um exame no próprio consultório. Nesse tipo de exame, o profissional pede para que o paciente se deite na maca. Depois, com as mãos, ele examina a área abdominal a fim de descobrir se o órgão está inchado.

Ainda assim, é possível que o fígado não inche, mesmo que esteja inflamado. Por isso, nem sempre é possível saber com certeza se há ou não uma inflamação, podendo ser necessário realizar outros tipos de exames para identificar e tratar a o problema.

Exames de sangue

A princípio, a maioria dos casos de gordura no fígado são identificados após os exames de sangue mostrarem enzimas hepáticas elevadas.

O exame de sangue não deve ser realizado apenas nos casos de suspeita de gordura no fígado. De fato, fazer essa checagem nos exames de rotina em pessoas aparentemente saudáveis ajuda a identificar a doença logo no início, tornando o tratamento muito mais fácil e eficaz.

Enzimas hepáticas elevadas são um sinal de inflamação do fígado. A gordura no fígado é uma das causas de inflamação do fígado, mas não é a única. Portanto, se seu teste tiver esse resultado, o médico solicitará exames adicionais para identificar a causa da alteração.

Exames de imagem

Alguns dos exames de imagem que auxiliam no diagnostico são os de ultrassom, tomografias e a ressonância magnética. Além disso, pode ser realizado um exame conhecido como Elastografia Transitória Controlada por Vibração (VCTE), que usa ondas sonoras de baixa frequência para medir a rigidez do fígado e ajuda a verificar se existem cicatrizes.3

Biópsia do fígado

É o melhor exame conhecido para diagnosticar a doença e determinar sua gravidade. Durante o exame, o médico insere uma agulha no fígado do paciente, que recebeu uma anestesia local, e remove um pedaço de tecido para analise.

O teste pode ajudar a determinar se você tem fígado gorduroso, bem como cicatrizes no órgão.

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Estágios da doença

Confira abaixo a classificação dos graus de gordura no fígado 2:

Grau 1

Nesse estágio, há um acúmulo de gordura no fígado, no entanto, esse excesso é considerado inofensivo. Não é frequente a manifestação de nenhum sintoma e a condição só é descoberta graças a realização de exames de rotina.

Apesar de não ser considerado um problema grave, é indispensável seguir todas as recomendações médicas para reverter o quadro, pois só assim é possível fugir dos estágios mais graves que se seguem.

Grau 2

Aqui, além do acúmulo de gordura, o órgão fica inflamado e surgem sintomas como barriga inchada e dor no lado direito do abdômen.

Grau 3

O excesso de gordura e as inflamações causam cicatrizes e alterações no órgão e nos vasos sanguíneos ao seu redor, no entanto, o fígado funciona normalmente.

Grau 4

É a cirrose, fase mais grave da doença. Ocorre após anos de inflamações e cicatrizes espalhadas por todo o órgão, o que diminui o seu tamanho, além de deixar sua forma irregular e o funcionamento comprometido. A cirrose pode evoluir para um câncer ou levar à morte do órgão, sendo necessário um transplante de fígado para salvar a vida do paciente.

Tratamentos para a doença

O tratamento nos estágios iniciais é feito principalmente através da perda de peso gradual, alterações na dieta, prática regular de exercícios físicos e a eliminação do hábito de beber álcool.

No caso de pessoas dependentes da substância, é necessária a reabilitação através do acompanhamento psiquiátrico e psicológico, assim como a frequência em grupos de apoio como por exemplo os Alcoólicos Anônimos (A.A).

Em estágios avançados e com complicações, são prescritos alguns medicamentos para controlar os sintomas. No entanto, não existe medicamento específico para tratar a condição. Em casos mais graves, pode ser necessária a intervenção cirúrgica e transplantes.

Prevenção da doença

Adotar a um estilo de vida saudável e praticar exercícios físicos é certamente a melhor forma de prevenir o problema. Além disso, mantenha-se dentro do peso ideal, limite ou evite o consumo de álcool, mantenha uma dieta rica em nutrientes, com baixo teor de açúcar, gorduras saturadas, gorduras trans e carboidratos refinados.

Esse conjunto de práticas previne essa e diversas outras doenças, sendo benéfico para a saúde em geral.

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Obrigada pela leitura, até a próxima!


O texto que você acabou de ler foi inspirado e adaptado do artigo “Everything You Need to Know About Fatty Liver” do portal healthline.


Colaborou com esse artigo:

Dr. Ricardo Hideki Nozuma.

CRM: 108088.

Medicina & Estetica 4 seasons.


Referências e datas de acesso:

1- Drauzio Varella – Acesso em 23/03/2021.

2- Tua Saúde – Acesso em 23/03/2021.

3- Ministério da Saúde – Acesso em 23/03/2021.