Combate à Osteoporose: Tem cura? Tem tratamento? Como prevenir?

Será que osteoporose tem cura? Quais são as indicações para um tratamento eficaz? Afinal de contas, é possível prevenir?

Responderemos estas e outras perguntas nesse artigo. Fique conosco e entenda mais sobre a doença que atinge pelo menos 10 milhões pessoas só no Brasil.¹

O que é osteoporose?

A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos, deixando-os mais frágeis, o que naturalmente aumenta significativamente a chance do portador sofrer fraturas.

Osteoporose é uma doença do esqueleto ósseo caracterizada pela baixa massa óssea (osso poroso). Os quadros iniciais são chamados de osteopenia e os mais graves de osteoporose.

A doença aparece quando o corpo deixa de formar material ósseo novo suficiente, ou quando muito material dos ossos antigos é reabsorvido pelo corpo. Os quadros iniciais são chamados de osteopenia e os mais graves de osteoporose.  ²

Por causa disso, surge uma perda acelerada de massa óssea, resultado da queda de absorção de minerais e cálcio pelo organismo. É muito importante lembrar que como qualquer outro tecido do corpo, o osso é uma estrutura viva que precisa se manter saudável e ser renovada constantemente.1,2

Na juventude com a grande velocidade de formação, os ossos se tornam fortes e resistentes. Com a idade a reabsorção óssea é acelerada, superando a formação, podendo deixar o osso poroso, frágil e pouco resistente, o que aumenta o risco de fraturas.

Osteoporose x artrite x artrose³

Algumas pessoas confundem os 3 termos, então achamos importante aproveitar a ocasião para esclarecer brevemente a diferença entre eles:

A artrite é o termo que descreve diversas doenças que causam danos às articulações do corpo humano. A artrose, por sua vez, também é conhecida como osteoartrose ou osteoartrite. Provavelmente seja exatamente daí  que venha a confusão entre os termos, pois têm nomes parecidos.

Para simplificar, basta pontuarmos que a artrose é a forma mais comum de artrite, ela causa a degeneração, ou em outras palavras,  causa o desgaste da cartilagem entre os ossos. Isto pode fazer com que o atrito entre eles cause muita dor. Outra condição não muito rara é que a artrose contribua para que a articulação saia de sua posição normal. É uma das principais causas de dor entre os idosos e comum em áreas de grande atrito como mãos, coluna, joelhos e quadril.

A osteoporose, por outro lado, afeta os ossos e não as cartilagens. Acontece que, quando os ossos estão saudáveis, eles são muito densos, entretanto possuem pequenos espaços no seu interior. Nos ossos afetados pela osteoporose, os espaços são maiores, fazendo com que os ossos fiquem menos resistentes.

O indivíduo com osteoporose fica com os ossos mais fracos. Normalmente não relata dor, a menos que sofra fratura. As que fraturas na coluna são as que mais comumente causam dor.

Osteoporose tem cura?

Infelizmente a doença não tem cura, mas o tratamento adequado tende a contribuir muito para a qualidade de vida do paciente. Por isso, o principal objetivo dos recursos terapêuticos é diminuir a perda de massa óssea e fortalecer as estruturas saudáveis.4,1

Isso significa que quanto antes a doença for diagnosticada, melhor, é o que alerta o IBSP – Instituo Brasileiro de Segurança do Paciente. Com um diagnóstico precoce, aumentam as chances de um tratamento direcionado à prevenção de novas lesões, além disso, haverá também menos preocupação com os efeitos colaterais da patologia, que geralmente são fraturas. No entanto, um dos grandes desafios do diagnóstico está na falta de sintomas, como veremos a seguir.4

Sintomas da Osteoporose

Sintomas da Osteoporose 2,4

A osteoporose é uma doença silenciosa, normalmente descoberta de forma tardia, como por exemplo, quando ocorre uma fratura. Sendo assim, a melhor maneira de evitar problemas com a osteoporose são: medidas preventivas e o diagnóstico precoce sobre a qual falaremos em breve.

Por enquanto, é importante lembrar que existem alguns sinais que podem indicar que a doença já está presente:

  • Fraturas que acontecem com pequenos impactos ou quedas suaves;
  • Dor ou sensibilidade óssea (em estágio avançado da doença ou por conta de uma fratura não percebida);
  • Dor na região lombar e/ou no pescoço(que pode indicar fratura coluna vertebral);
  • Postura encurvada, popularmente conhecida como “corcunda”;
  • Diminuição de estatura com o passar do tempo.

Prevenção e atividade física

Como se prevenir?

Como já dissemos, a prevenção é essencial, tanto para evitar o surgimento da patologia, quanto para a obtenção de um diagnóstico precoce. Algumas iniciativas interessantes incluem:4

  • Evitar os fatores de risco que podem ser controlados: tabagismo, uso de corticóides e etc.
  • Praticar exercícios regularmente;
  • Fazer a reposição hormonal quando indicado;
  • Seguir uma dieta balanceada, com as quantidades adequadas de cálcio e vitamina D;
  • Fazer a densitometria óssea, um exame que permite medir e avaliar a condição, densidade e saúde dos ossos. Em condições normais o exame é realizado a partir dos 60 anos.

Fatores de Risco 4

Algumas pessoas têm mais chances de desenvolver osteoporose, entre os grupos mais vulneráveis podemos citar:

  • Pessoas com mais de 60 anos;
  • Mulheres na pós-menopausa;
  • Pessoas que fizeram uso prolongado de corticoides;
  • Pessoas com baixo índice de massa corporal;
  • Quando já história da doença na família;
  • Portadores de doenças endócrinas e reumáticas.

Desindometria óssea

Outros fatores que predispõe uma pessoa a desenvolver osteoporose incluem comportamentos que têm mais chances de serem controlados. Por exemplo:

    • Pessoas sedentárias: O sedentarismo aumenta as chances de desenvolver osteoporose, por isso lembre-se: assim como os músculos, os ossos precisam ser exercitados para permanecerem fortes e saudáveis.
    • Fumantes: Um fumante pode perder 1% de massa óssea por ano, portanto,  parar de fumar pode ser uma excelente maneira de prevenir-se.
    • Baixa exposição à luz solar: Nem sempre é possível controlar essa variável, já que muitas pessoas moram em cidades que tem pouco sol. Entretanto, para aqueles que moram em cidades com mais presença de dias abertos, tomar sol entre às 10 e às 14 horas sem proteção durante 15 minutos, pode ajudar. Fazer isso durante três vezes por semana, já é suficiente, pois a exposição aos raios ultravioletas do tipo B (UVB) ativa a produção da vitamina D, que facilita a absorção e controle do cálcio pelo organismo.6

Por que as mulheres têm mais chances de ter osteoporose?

Por que as mulheres têm mais chances de desenvolver Osteoporose?

Estima-se que a proporção da osteoporose para homens e mulheres seja de 6 mulheres para 1 homem a partir dos 50 anos. Depois dos 60 anos, essa diferença cai um pouco, mas ainda assim, as mulheres permanecem tendo o dobro de risco de ter osteoporose. As estatísticas também demonstram  que aproximadamente uma em cada três mulheres vai apresentar uma fratura óssea durante a vida. 4

A menopausa é apontada como a principal razão pela qual as mulheres são as maiores vítimas da osteoporose. Durante esse período, a produção de estrogênio é reduzida, o que interfere diretamente na renovação óssea. ²

Diagnóstico

A Organização Mundial da Saúde (OMS) propõe alguns importantes critérios para o diagnóstico: trata-se da avaliação densidade da massa óssea – pelo menos- da coluna lombar, fêmur e antebraço. Para realizar essa medição, o paciente é submetido ao exame de densitometria óssea, que explicamos ainda há pouco.

O médico também pode pedir outros exames para fazer o diagnóstico de causas da osteoporose, porque isso poderá contribuir com o tratamento. Entre estes exames secundários, podemos citar os mais: dosagem de creatinina, testosterona e estrogênio.

Tratamento

Chegou a hora de respondermos a última das perguntas que propusemos lá no início deste artigo: as questões relacionadas ao tratamento da osteoporose. A verdade é que o tratamento inclui diferentes planos de ação, que envolvem desde a medicação, até a realização de exames periódicos e claro: as inevitáveis mudanças no estilo de vida. Nós vamos resumir por aqui algumas destas iniciativas.

 

Dieta1,5

Uma das primeiras coisas que o médico irá indicar é o ajuste do cardápio. O objetivo é que haja ingestão adequada de várias vitaminas e minerais em especial o cálcio. Mantenha uma alimentação saudável e balanceada e inclua no seu cardápio alimentos ricos em cálcio como: leite e seus derivados, sardinha, verduras verde escuras como brócolis, espinafre, couve etc. 

A vitamina D também é importante, pois ela é responsável pela absorção adequada e a manutenção de bons níveis de cálcio no sangue. Ela é produzida na pele após a exposição solar, metabolizada pelo fígado e ativada nos rins.  Assim como o cálcio, a vitamina D pode ser suplementada com comprimidos.

Medicação

Nunca se automedique

Consulte um médico para o diagnóstico e prescrição de medicamentos. O tratamento é individualizado de acordo com o estágio de evolução da doença e as condições clínicas da pessoa. O médico pode em casos mais leves (osteopenia) indicar medidas que visem a mudança de hábitos, orientação da dieta alimentar e prescrição de suplementos com vitamina D e cálcio. E em casos mais avançados (osteoporose) indicar também o uso de medicamento para reduzir a velocidade reabsorção óssea e algumas vezes para acelerar a formação óssea.

Exercícios físicos

Já falamos sobre eles lá na parte de prevenção, entretanto, não dá para deixar de citá-los aqui novamente. As atividades físicas recomendadas pelos especialistas incluem a corrida e caminhada, e os exercícios localizados para aumentar a força e resistência muscular.  Isso porque elas estimulam a formação óssea e previnem a reabsorção óssea. As atividades na água, como natação e hidroginástica não são tão efetivas.

Porém, novamente tenha em mente que é fundamental ouvir a opinião do seu médico, pois ele irá indicar o programa de exercícios mais adequado para você.5

E então, esse artigo foi útil para você? Se desejar conhecer mais  sobre osteoporose, ficamos felizes em compartilhar um e-book completo sobre o tema. Ele inclui a lista de cuidados para os portadores e também fala sobre a prevenção de quedas. Você poderá acessá-lo agora clicando aqui.


Colaboraram neste artigo:
Dr. Odair Albano – Clínico Geral – CRM SP 31101


Referências bibliográficas e data de acesso:

1 – Saúde – Abril  04/10/2019

2 – Gineco.com.br 04/10/2019

3 – BVS – Biblioteca Virtual em Saúde 04/10/2019

4 – Minha Vida 05/10/2019

5 – SBSP – Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente 06/10/2019

6 – Scielo 06/10/2019